Proteção e governança de dados

Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD

É uma lei que dispõe sobre o tratamento de dados pessoais por pessoa natural ou por pessoa jurídica, de direito público ou privado, com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade tanto por meio físico quanto no digital.

Foto do encarregado de dados
Encarregado de dados
Caio Levy Freitas de Oliveira

Ouvidor Geral do Município

Cargo Ouvidor Geral do Município
Seções da LGPD
Conteúdos institucionais por tema

Consulte os registros publicados sobre princípios, bases legais, classificação de dados e direitos dos titulares.

Princípios

Os princípios na legislação, conforme indicado no Art. 6 norteiam a forma de tratamento dos dados pessoais dos titulares, sendo elas:

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O tratamento observa os princípios da finalidade, adequação, necessidade, livre acesso, qualidade dos dados, transparência, segurança, prevenção, não discriminação e responsabilização, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018).
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Finalidade: utilizar os dados pessoais para propósitos legítimos, específicos, explícitos e informados ao titular.
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Adequação: garantir que o tratamento dos dados seja compatível com as finalidades informadas e com as atribuições da Administração Pública.
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Necessidade: limitar a coleta e o uso de dados ao mínimo necessário para a execução dos serviços públicos.
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Livre acesso: assegurar aos titulares a consulta facilitada e gratuita sobre a forma e a duração do tratamento de seus dados, observadas as disposições legais.
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Prevenção: implementar medidas destinadas a prevenir danos decorrentes do tratamento de dados pessoais.
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Qualidade dos dados: manter os dados pessoais corretos, claros, relevantes e atualizados, conforme a necessidade e a finalidade do tratamento.
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Transparência: fornecer informações claras e acessíveis sobre o tratamento dos dados pessoais, respeitados os sigilos legalmente protegidos.
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Segurança: adotar medidas técnicas e administrativas para proteger os dados contra acessos não autorizados, perdas, alterações e outras situações inadequadas ou ilícitas.
Bases Legais

As bases legais indicadas na lei autorizam como o tratamento de dados pessoais e mostram legalidade ao processo, assim, determinada pelo Art. 7 temos:

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O tratamento de dados pessoais é realizado com fundamento no cumprimento de obrigação legal, execução de políticas públicas e exercício regular de direitos, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018).
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Cumprimento de obrigação legal ou regulatória: tratamento necessário para atender às exigências previstas em leis e regulamentos.
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Execução de políticas públicas: utilização de dados para implementar e executar políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social, cultura, infraestrutura e demais serviços municipais.
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Execução de contratos: tratamento necessário à execução de contratos ou de procedimentos preliminares relacionados a contratos, conforme as condições legais.
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Exercício regular de direitos: utilização de dados para atuação em processos judiciais, administrativos ou outros procedimentos previstos em lei.
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Proteção da vida ou da integridade física: tratamento necessário para proteger o titular ou terceiros em situações legalmente justificadas.
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Consentimento do titular: utilização de dados mediante manifestação livre, informada e inequívoca, quando essa for a base legal adequada.
Classificação dos Dados

A partir da Lei Federal nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD) a proteção de dados passou a ser um compromisso dos(as) cidadãos(ãs), da administração pública e das empresas que utilizam esses dados.

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Os dados tratados são classificados como dados pessoais comuns, como nome, CPF e informações de contato, utilizados para identificação e comunicação com o cidadão, podendo incluir, conforme a natureza da manifestação, dados pessoais sensíveis, como informações relacionadas à saúde ou outras categorias protegidas por lei, sendo que, sempre que possível, os dados poderão ser utilizados de forma anonimizada para fins estatísticos e de melhoria dos serviços públicos, observando-se o princípio da necessidade e a limitação ao mínimo indispensável para o atendimento da finalidade pública.
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3.1. Dados pessoais comuns
São informações relacionadas a uma pessoa natural identificada ou identificável.
Exemplos: nome completo, CPF, RG, endereço, telefone, e-mail, data de nascimento e informações funcionais de servidores municipais.
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3.2. Dados pessoais sensíveis
São dados que exigem proteção específica em razão de sua natureza, conforme definição da LGPD.
Exemplos: informações sobre saúde, origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação sindical, vida sexual, dados genéticos e dados biométricos vinculados a uma pessoa natural.
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3.3. Dados pessoais de crianças e adolescentes
São informações relacionadas a pessoas menores de idade, como dados de matrícula escolar, identificação dos responsáveis, informações de saúde e registros necessários ao atendimento pelos serviços municipais.
O tratamento deve observar o melhor interesse da criança e do adolescente e as disposições específicas da LGPD.
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3.4. Dados de acesso restrito ou sujeitos a sigilo
São informações cujo acesso ou divulgação deve observar restrições legais, medidas de segurança e regras de confidencialidade.
Exemplos: documentos administrativos com informações pessoais protegidas, prontuários de saúde, dados de benefícios sociais e credenciais de acesso aos sistemas municipais.
Essa classificação é operacional e não constitui, por si só, uma categoria legal autônoma de dado pessoal na LGPD.
Direitos dos Titulares

Sabendo que os titulares de dados pessoais, somos sós, os donos dos dados, temos direitos na legislação que precisam ser garantidos. No Art. 17 da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, toda pessoa natural tem assegurada a titularidade de seus dados pessoais e garantidos os direitos fundamentais de liberdade, de intimidade e de privacidade. Sendo eles:

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O titular dos dados possui o direito de obter confirmação sobre o tratamento de seus dados, acessar as informações, solicitar correção de dados incompletos ou desatualizados, requerer a anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, obter informações sobre o compartilhamento de dados, bem como, quando aplicável, solicitar a portabilidade e revogar o consentimento, podendo exercer tais direitos mediante solicitação junto à Ouvidoria, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018).
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Confirmação da existência de tratamento: solicitar a confirmação de que a Prefeitura realiza o tratamento de seus dados pessoais.
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Acesso aos dados: consultar os dados pessoais mantidos pela Administração Municipal, conforme os procedimentos legais.
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Correção dos dados: solicitar a correção de informações incompletas, inexatas ou desatualizadas.
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Anonimização, bloqueio ou eliminação: solicitar medidas relativas a dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com a LGPD, quando cabíveis.
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Portabilidade dos dados: solicitar a portabilidade nas hipóteses e condições estabelecidas pela legislação e pela regulamentação aplicável.
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Eliminação dos dados tratados com consentimento: solicitar a eliminação dos dados pessoais tratados com base no consentimento, ressalvadas as hipóteses legais de conservação.
Normativo que regulamenta a LGPD

Publicações e atos normativos relacionados à regulamentação da LGPD no âmbito institucional.

LEI OU QUALQUER ATO NORMATIVO QUE REGULAMENTA A LGPD Nº 012 27/05/2026 2026

REGULAMENTA NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE UMIRIM/CE, A LEI FEDERAL 14.129, DE 29 DE MARÇO DE 2011.

Órgão: Prefeitura de Umirim

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